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sábado, fevereiro 28, 2009

Vídeos mostram flagrantes de brigas marcadas por estudantes em frente a escolas

As agressões entre estudantes em frente a colégios estaduais estão cada vez mais violentas em Curitiba. Vídeos mostrados pelo telejornal ParanáTV 2ª edição desta sexta-feira (27) mostram flagrantes de brigas marcadas pelos próprios alunos. Uma pesquisa do Núcleo de Análise do Comportamento da Universidade Federal do Paraná (UFPR) revelou que 66% dos estudantes do ensino fundamental e médio disseram ter sofrido ou cometido agressões contra seus colegas de escola nos últimos seis meses.
Os vídeos mostram que as brigas têm a participação até de meninas. Tudo acontece na saída da aula e reúne grandes grupos de estudantes que assistem e incitam a violência. Uma das brigas aconteceu em frente ao Colégio Estadual Padre Silvestre Kandora, no bairro São Braz e envolveu cinco estudantes com idades entre 12 e 14 anos.
Segundo o diretor da escola, Cícero Donadeli, as brigas na hora da saída envolvem grupos rivais. Pais de alunos denunciaram que existe até um sistema de apostas nos vencedores das brigas.
A pesquisadora Lidia Weber afirmou ao telejornal que falta um trabalho de prevenção com os estudantes. “Em vez de competições e coisas que incentivam a violência, é preciso incentivar o altruísmo e a generosidade”, disse.
Bullying
Uma pesquisa da UFPR apontou que as forma mais comuns de violência são socos, chutes, revides a agressões físicas e até apelidos depreciativos. O resultado disso é que o estudo identificou presença quatro vezes maior de indícios de depressão entre alunos que são vítimas e sete vezes mais entre agressores e vítimas agressivas.
A pesquisa foi desenvolvida com o objetivo de identificar as principais características de bullying - nome dado à violência interpessoal entre indivíduos da mesma condição - nas escolas brasileiras. O bullying tem sido uma preocupação constante entre especialistas em educação, não só no Brasil, mas também nos EUA. Estudo americano mostrou que 40% dos alunos do país não se sentem seguros nas escolas.

Fonte: Gazeta do Povo

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